2§ Ocupa Atibaia espalhou arte e cultura pela cidade ao longo de 2015

O Ocupa Atibaia é um projeto da Associação Incubadora de Artistas que tem o objetivo de dar apoio à disseminação da arte em locais públicos da cidade, e teve sua segunda edição realizada ao longo de 2015. Os trabalhos contemplados de grafite, dança, performance, fotografia, intervenção urbana, instalação, ocupação cênica e teatro de rua foram sucesso de público e repercussão. Das mais de 130 ideias inscritas, vindas de diversas partes do Brasil, foram selecionadas 11 e cada uma delas recebeu, como forma de viabilizar sua execução, R$ 1.500,00.

 

 

A última chance deste ano para curtir um trabalho contemplado pelo Ocupa Atibaia será neste sábado. A instalação urbana “Caçamba-Ritual”, de Dani Spadotto, estará no bairro Jardim Cerejeiras, no terreno da caixa d"água, a partir das 14 horas, com a proposta de levar à população a oportunidade de tomar um banho de ervas e flores dentro de uma caçamba de entulho. A participação é gratuita!

 

 

Já no dia 15 de janeiro de 2016, serão abertas as inscrições para o 3º Ocupa Atibaia. Os diretores da associação terão a missão de escolher até 12 propostas de levar arte às ruas, muros, praças e afins. Se você é artista e tem uma ideia inovadora de intervenção de rua, aproveite os feriados de fim de ano para elaborar um projeto e participar!

 

Confira abaixo os outros 10 projetos que espalharam arte gratuita por Atibaia durante 2015:

 

MURAL de Nick Alive - Pintura/Grafite

 

O primeiro trabalho executado em 2015, pelo 2º Ocupa Atibaia, foi um grande mural, localizado na Av. Professor Flávio Pires de Camargo, em frente à Colibri, no bairro Caetetuba. A obra do paulistano Nick Alive reflete sua ideia de que o grafite é uma arte de importância fundamental, por considerar as criações de rua coletivas, uma vez que sofrem interferência direta tanto de transeuntes quanto de outros artistas.

 

 

O tema principal de suas obras é o espírito e a busca pelo silêncio. O artista utiliza-se de padrões e símbolos que remetem ao centro. Os seres abordados por ele são andróginos, permitindo uma maior liberdade de definições por parte de quem vê seus murais.

 

Divirta-se pelo Caminho de Alexandre William Beraldo de Paiva – Pintura/Grafite

 

Também no final de março e começo de abril, outro grafite passou a colorir uma das principais avenidas de Atibaia, a Jerônimo de Camargo, no bairro Recreio Estoril. A obra "Divirta-se Pelo Caminho", do ilustrador e designer gráfico Alexandre Beraldo, tem como proposta transmitir às pessoas que passam pela via a ideia de que o que importa na vida é o percurso, o caminho que se traça.

 

 

No mural, o artista procurou buscar a identificação dos transeuntes com a expressão dos personagens, com o trabalho em equipe que eles desenvolvem no desenho e com a paixão pelo transporte movido pelo homem.

 

Sonho de Voar II de William Mophos – Pintura/Grafite

 

Em meados de maio, mais um trabalho de grafite foi realizado, dessa vez em uma parede localizada na Avenida dos Bandeirantes (Lago do Major), em frente à Rádio Mix FM. O mural “Sonho de Voar II”, de William Mophos, propõe a fusão da arte com o aspecto urbano, gerando reflexões sobre temáticas emocionais e sociais, como o espírito e a busca pela paz.

 

 

O artista trabalha com múltiplas cores e sua técnica consiste na união de pintura, colagem e fotografia, compondo um modelo de arte em constante transformação.

 

Desenho da Mão de ALMA – Pintura/Grafite

 

No começo de junho, uma das grandes promessas da arte de rua, o artista Wesler Machado, conhecido como ALMA, deixou sua marca registrada no bairro Caetetuba, em Atibaia, nas imediações do Bar do Betão.

 

 

O artista tem como característica intervir na arquitetura dos locais onde realiza seus trabalhos através do imaginário pessoal, apresentando sua poética criativa desde a ideia inicial até o resultado final. Ele iniciou suas experimentações no grafite tradicional, mas trocou o spray pelo pincel e tinta látex, e as letras pelos traços e formas que remetem à arte africana. Locais abandonados, muros e paredes que sofreram ação do tempo ou dos homem são as telas ideais para seus desenhos.

 

A Lona Caiu de Cia. Bubiô, Ficô Lô ! - Teatro de Rua

 

Além da arte do grafite espalhada pelos muros, apresentações culturais também foram realizadas na cidade graças ao apoio do 2º Ocupa Atibaia. No dia 17 de maio, crianças e adultos deram boas gargalhadas com a apresentação do espetáculo “A LONA Caiu!”, da Cia. BuBiÔ, FicÔ LÔ!

 

 

Sucesso de público, a mistura de circo e teatro contou a história do palhaço Tuingo, do músico Tião e do dono de circo falido, Afrânio, tentando se reerguer de uma crise e tirando da cartola diversos esquetes divertidos. Charlatanismo, disfarces e suspense deram o tom da apresentação, ocorreu na Praça Claudino Alves (Praça da Matriz), localizada no Centro.

 

Afro Mob de Bárbara Bagattini - Dança

 

Nos dias 16 e 30 de maio, a intervenção de dança “Afro Mob" abordou a questão da diáspora negra, em ações trabalhadas a partir do conceito de Flash Mobs, que são aglomerações instantâneas de pessoas que se dispersam tão rapidamente quanto se unem.

 

 

Os locais escolhidos para as apresentações foram a Praça Claudino Alves (Praça da Matriz), localizada no Centro, e Praça do Imigrante Nordestino, no Jardim Imperial. A Trupe Duarte de Bragança Paulista também participou do espetáculo, apresentando-se em um andaime e encantando quem conferiu a atração.

 

Como Bordar o Presente de Letícia Teixeira – Performance

 

Nos dias 30 e 31 de maio, as ruas da região central da cidade receberam a performance “Como Bordar o Presente”, de Letícia Teixeira. O objetivo da obra foi construir uma memória coletiva, que registrou a passagem de diversas pessoas que circularam pelas ruas de Atibaia, através do bordado realizado pela artista em seu vestido.

 

 

A ação dialogou poeticamente com o contraste entre a velocidade da interação, da tecnologia e a velocidade humana na prática artesanal.

 

Ser Invisível de Coletivo Momentâneo – Ocupação Cênica

 

As cidades concentram a vida social, cultural e política de um povo, em uma diversidade de cores e vozes, anseios e caminhos. Porém, o crescimento desenfreado, aliado a uma política de exclusão, produz pessoas e lugares invisíveis. Atibaia não é uma grande metrópole, mas sente, a seu modo e em sua proporção, as mesmas mazelas. No dia 18 de julho, os artistas do Coletivo Momentâneo apresentaram uma série de ações cênico-performativas em espaços públicos da cidade, nos bairros Jardim Imperial e Centro, abordando esse tema.

 

 

A ocupação "Ser Invisível" contou com uma reencenação da performance "Wallking the green line",  do artista belga Francis Alys, além de duas manifestações e duas performances com interações entre pessoas e lugares abandonados.  No dia 25 do mesmo mês, ocorreu uma exposição de fotos e vídeos produzidos a partir de todas as ações, um piquenique, e um debate sobre o tema central do projeto levantando propostas para erradicar a exclusão.

 

Selfie de Renato Veiga – Fotografia

 

Nos dias 25 e 26 de julho, o fotógrafo Renato Veiga interagiu com pessoas que passaram pelas ruas do Centro da cidade com uma proposta inusitada: Trocar uma selfie por uma cerveja.

 

 

A intervenção teve a proposta de mostrar as relações iniciadas a partir de razões socialmente incomuns.

 

[EM] Quadros da Cia. 4 pra nada - Intervenção Urbana

 

No dia 2 de dezembro, Atibaia recebeu a intervenção urbana "[EM] Quadros", uma obra constituída de 20 cenas que deslizam entre as fronteiras do grafite, da intervenção, da performance, do teatro, da música, da dança e das artes plásticas. A ação percorreu a região que abrange a rodoviária da cidade até o Mercado Municipal. O trabalho, realizado pela “Cia. 4 pra nada”, partiu da investigação do fenômeno Bansky, provocador-artista-secreto-britânico, que ficou famoso com sua arte de pichar paredes usando a técnica do estêncil.

 

 

A apresentação instigou a curiosidade e reações diversas de riso e espanto de quem parou para assistir ou acompanhou o grupo de atores por todo o trajeto. O público também foi convidado a fazer parte das cenas, sendo submetido a uma rotina diferenciada a sua percepção cotidiana dos movimentos, do ambiente público, do usual habitual das ruas que percorrem frequentemente.