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Galo

GALO

Galo

Galo é um artista versátil e há alguns anos escolheu a rua como atelier, transformando a cidade numa espécie de "aquário polifônico" ou poliglótico. Em suas criações a constante presença de citações em outros idiomas intrigam os passantes, seus peixes que proferem estas estranhezas promovem um diálogo visual que não passam em branco. Arquiteto e Urbanista, Galo tem citações de suas obras em diversos livros internacionais, participou de diversas exposições e usa a rua como suporte de sua arte.   

 

- Participou da 1ª Mostra de Artes da Incubadora de Artistas;

 

- "Ocupou" um muro de 17 metros na rotatória da Jerônimo de Camargo com a Carvalho Pinto, pelo 1º Ocupa Atibaia;

 

- Elaborou a arte do cartaz do 2º Festival Brasileiro de Nanometragem, realizado pela Incubadora de Artistas;

 

- Em 2016, foi um dos selecionados pelo 3º Ocupa Atibaia, edital da Incubadora de Artistas de fomento à arte de rua. Na ocasião, pintou um mural de cerca de 10 metros de altura no Boulevard Takao Ono. A obra recebeu o nome de "O Passeio de Bicicleta do Sr. Higgs".

 

Formado em Arquitetura e Urbanismo, Galo encontrou, nas aulas de História da Arte, a oportunidade de aprimorar-se em desenho e pintura. A partir de então, o artista, nascido em São Bernardo do Campo, conciliou as atividades profissionais na área de projetos acústicos, às suas experimentações artísticas.

 

Durante dez anos, pintou somente em tela. Entretanto, o contato com as obras d"Os Gêmeos, nas imediações do Cambuci, onde trabalhava, levou Galo a interessar-se pelo graffiti.

 

Sua primeira experiência nas ruas, no entanto, foi frustrante. Munido de muitas latas de spray, sem ninguém para orientá-lo e sem conhecer a técnica, o artista enfrentou dificuldades para controlar o traço. Percebeu, então, que para expressar-se nas ruas, deveria utilizar o que lhe era familiar. Recolheu restos de tinta esmalte e corante em sua casa, e, com algumas trinchas, levou quase dez horas para criar um mural de 1,5x2m.

 

Hoje, as ferramentas de trabalho de Galo são as tais trinchas - espécie de pincel largo -, tinta esmalte a base de água de uma cor, e o branco para criar degradê. A opção pelo monocromático não foi, como muitos pensam, uma questão de estilo. Ele conta que, em sua primeira experiência com o esmalte nas ruas, usou o que tinha em mãos: a lata de esmalte bege comprada para fazer o portão, e apenas um corante azul.

 

Mais tarde, Galo adotou o vermelho como assinatura. Porém, ressalva que a cor, apesar de lhe causar admiração, também provoca medo, e é com profundo respeito que a incorpora em suas criações. Para ele, vermelho é uma cor carregada de espiritualidade. Mas sua arte vem da alma, e, ao que parece, o forte e agressivo vermelho escolheu Galo como porta-voz.

 

O artista não costuma planejar, elaborar rascunhos ou esboços do que fará nos muros. A rua o inspira, e é no caminho para o local da obra que as ideias vão surgindo e tomando forma. Por isso, mas não só por isso, não prepara a superfície em que trabalha.

 

As imperfeições, rachaduras e manchas que eventualmente existam nas áreas pintadas são incorporadas à sua obra. Tudo aquilo que pré-existe à intervenção permanece. Tal como as águas dos rios desviam-se das pedras, na arte de Galo não há dominação, subjugação, mas sim composição e união. O artista sabe que, ao optar por não preparar a superfície, seu trabalho desaparecerá. Mas, em perfeita sintonia com a ideologia da arte de rua, Galo defende a efemeridade de suas intervenções. Se a vida é efêmera, se tudo muda, transforma-se, como querer que sua produção perdure?

 

Site do artista: www.galosurreal.com

 

Vídeo 1º Ocupa Atibaia:

 

 

Galo no 3º Ocupa Atibaia: